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Golpe do “falso aluguel”: turistas continuam sendo vítimas — como se prevenir e por que procurar corretores da cidade

Porto Seguro, BA — Não é a primeira vez — e infelizmente pode não ser a última. Casos de turistas que desembarcam na cidade e descobrem que o imóvel que pagaram por foto e WhatsApp não existe, está ocupado ou foi anunciado por golpistas se repetem com frequência. O golpe do “fals

(há 6 meses)
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Golpe do “falso aluguel”: turistas continuam sendo vítimas — como se prevenir e por que procurar corretores da cidade

Porto Seguro, BA — Não é a primeira vez — e infelizmente pode não ser a última. Casos de turistas que desembarcam na cidade e descobrem que o imóvel que pagaram por foto e WhatsApp não existe, está ocupado ou foi anunciado por golpistas se repetem com frequência. O golpe do “falso aluguel” cresce em épocas de alta temporada, quando a pressa e a empolgação por uma viagem facilitam decisões precipitadas.

A mecânica é quase sempre a mesma: fotos atraentes, preço convidativo e urgência (o anunciante diz que a vaga é “única”); o pagamento é solicitado por transferências rápidas (PIX, depósito ou pagamento por aplicativos) e, após o pagamento, o contato desaparece ou começa a inventar desculpas. Em muitos casos, contas e perfis nas redes sociais são criados apenas para dar aparência de legitimidade.

Como identificar um anúncio suspeito

  • Preço muito abaixo do mercado: oferta “boa demais para ser verdade” costuma ser armadilha.
  • Pressão para pagar rápido: golpistas inventam prazos ou alegam muita procura.
  • Recusa em fazer contrato ou dar recibo formal: exigem só comprovante de transferência.
  • Anúncio sem histórico: perfil novo em redes sociais ou poucas postagens.
  • Fotos cortadas ou genéricas: imagens copiadas de outros sites ou de bancos de imagem.
  • Recusa em fazer videochamada ou mostrar o imóvel ao vivo.

Passos práticos antes de fechar e pagar

  1. Procure um corretor local (com CRECI)
    Prefira contratar um corretor registrado. Peça o número do CRECI e confirme no site do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do seu estado. Corretores sérios têm escritório, redes sociais com histórico e telefone fixo ou celular corporativo.
  2. Cheque perfis e redes sociais
    • Veja se o Instagram/Facebook tem postagens antigas, interação real (comentários), marcações e avaliações.
    • Desconfie de perfis que só publicam anúncios e não mostram bastidores, cliente ou localização.
  3. Ligue e visite (quando possível)
    Se estiver na cidade, visite o endereço antes de pagar. Se ainda estiver no exterior ou outra cidade, peça vídeo ao vivo (videochamada) com a pessoa mostrando o imóvel e a rua.
  4. Peça contrato e documento do proprietário
    Exija contrato de locação com dados completos. Se o anunciante diz ser dono, peça documento que comprove propriedade; se for corretor, exija identificação profissional e contrato de intermediação.
  5. Pague com segurança
    Evite transferências irreversíveis sem recibo formal. Prefira meios que deixem rastros, peça recibo ou nota fiscal. Evite enviar pagamento para contas de pessoa física cujo nome não bate com o do responsável no contrato.
  6. Confirme a existência do imóvel
    Pesquise o endereço em mapas, portais imobiliários e peça fotos da fachada, portaria ou identificação do condomínio.
  7. Use canais oficiais
    Procure imobiliárias ou portais conhecidos, órgãos de defesa do consumidor (Procon) ou a associação local de corretores. Eles costumam ter listas de profissionais confiáveis.

O que fazer se você for vítima

  • Registre boletim de ocorrência imediatamente (online ou na delegacia).
  • Guarde todas as conversas, comprovantes de pagamento, anúncios e telas.
  • Procure o Procon e seu banco (para tentar estornar ou bloquear a conta receptora).
  • Denuncie o perfil nas redes sociais e a publicação no site/portal onde o anúncio apareceu.
  • Compartilhe a experiência para alertar outros turistas — mas evite acusações sem provas.

Mensagem aos moradores e visitantes

Se você está procurando hospedagem em Porto Seguro: dê preferência a corretores e imobiliárias da cidade. Entre no Instagram deles, veja histórico, ligue, marque visita — verifique o máximo possível antes de transferir dinheiro. A pressa e a tentação de “economizar” podem sair muito mais caras do que reservar por um canal seguro.

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