A implantação da Taxa de Turismo Sustentável (TTS) em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, começou de forma turbulenta. A cobrança, que entrou em vigor nesta semana, foi marcada por protestos de moradores, comerciantes e trabalhadores do setor turístico, além do incêndio de totens instalados para o pagamento da taxa.
As manifestações ocorreram principalmente na Vila do Abraão, em Ilha Grande. Embarcações chegaram a bloquear a operação dos flexboats, serviço de transporte rápido entre o continente e a ilha. Os manifestantes alegam que a nova cobrança pode afastar turistas e prejudicar a economia local.
Durante a madrugada, dois totens utilizados para a cobrança da taxa foram incendiados. A Prefeitura de Angra dos Reis classificou o caso como ato criminoso e informou que a Polícia Civil investiga os responsáveis. Apesar dos protestos e dos danos aos equipamentos, a cobrança foi mantida.
Segundo a prefeitura, a arrecadação será destinada a investimentos em infraestrutura, preservação ambiental e melhoria dos serviços públicos ligados ao turismo. No entanto, moradores e empresários questionam os impactos da medida sobre o fluxo de visitantes e a economia da região.
O caso chama atenção de diversas cidades turísticas brasileiras que convivem com os desafios de receber milhares de visitantes ao longo do ano. Em destinos consolidados, como Porto Seguro, o episódio levanta uma pergunta inevitável: se uma cobrança semelhante enfrentou tanta resistência em Angra dos Reis, será que em outras cidades turísticas a aceitação seria diferente?
A discussão está apenas começando, mas uma coisa já ficou clara: qualquer proposta de taxa turística exige diálogo com moradores, empresários e trabalhadores do setor. Sem consenso, o risco de polêmicas e conflitos aumenta, como mostrou o primeiro dia da cobrança em Angra dos Reis.





