O turismo em Caldas Novas (GO), uma das cidades mais visitadas do Brasil pelas águas termais, mergulhou em crise após o anúncio da chamada Taxa de Preservação Ambiental (TPA).
Mesmo sem nunca ter sido cobrada de fato, apenas a aprovação da lei foi suficiente para assustar turistas, derrubar reservas de hotéis, provocar cancelamentos e gerar uma queda brusca no movimento da cidade em 2025. Comerciantes, hoteleiros e até a construção civil sentiram o impacto.
Em entrevista, o ex-vereador Gilmar Gonçalves revelou que a taxa foi aprovada às pressas, sem audiência pública ou debate com a sociedade. O resultado foi imediato: turistas anunciaram que não voltariam mais à cidade caso a cobrança fosse implementada.
📉 O reflexo foi visível: hotéis vazios, comércio enfraquecido, obras paradas e até resorts reclamando de movimento fraco. A crise deixou claro que uma cidade tão dependente do turismo não pode se arriscar com medidas impopulares e sem estudo técnico.
⚠️ E é justamente aqui que entra Porto Seguro.
O prefeito já anunciou a implementação da mesma taxa ambiental na cidade, repetindo a polêmica que abalou Caldas Novas.
A pergunta que fica é: será que Porto Seguro, também fortemente dependente do turismo, vai enfrentar o mesmo problema? Será que a cobrança não vai afastar visitantes e prejudicar milhares de trabalhadores que vivem direta ou indiretamente do setor?
Enquanto outras cidades da Bahia atraem turistas sem cobrar nada além dos serviços, Porto Seguro corre o risco de caminhar para uma crise anunciada.
✍️ O exemplo de Caldas Novas deveria servir de alerta: uma decisão sem debate amplo e estudo sério pode custar caro para toda a economia local.

