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Turista mineira de 51 anos morre afogada em praia de Porto Seguro

Turista morre afogada em Porto Seguro: onde estão os salva-vidas? No último sábado (4), uma tragédia chocou moradores e visitantes de Porto Seguro. Maria Aparecida Ferreira de Souza, de 51 anos, natural de Francisco Sá (MG) e residente em Montes Claros, perdeu a vida por afogamen

(há 6 meses)
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Turista mineira de 51 anos morre afogada em praia de Porto Seguro

Turista morre afogada em Porto Seguro: onde estão os salva-vidas?

No último sábado (4), uma tragédia chocou moradores e visitantes de Porto Seguro. Maria Aparecida Ferreira de Souza, de 51 anos, natural de Francisco Sá (MG) e residente em Montes Claros, perdeu a vida por afogamento na Praia de Taperapuan, uma das mais frequentadas da cidade, em frente à Cabana Malibu.

De acordo com relatos, Maria entrou no mar acompanhada do companheiro e da filha. Pouco tempo depois, o homem começou a gritar por socorro ao notar que a turista estava se afogando. Apesar dos esforços do genro, que tentou resgatá-la, e de banhistas que tentaram manobras de reanimação, Maria já havia submergido. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas, infelizmente, a vítima não resistiu. Seu corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para necropsia.

Falta de salva-vidas: um problema antigo e ignorado

Infelizmente, essa não é uma ocorrência isolada. Porto Seguro, mesmo sendo um dos destinos turísticos mais visitados do Brasil, não conta com um serviço estruturado e permanente de guarda-vidas em suas praias — especialmente nas mais movimentadas, como Taperapuan, Mundaí, ou mesmo nas mais perigosas, como Itaquena e a própria Praia do Espelho.

A ausência de profissionais treinados para salvamentos aquáticos representa um risco constante. Em muitos trechos, especialmente fora da alta temporada, não há sequer sinalização de áreas perigosas, correntes de retorno ou profundidade.

Vamos pagar taxa ambiental, mas… e a segurança?

Recentemente, o município anunciou a cobrança da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) para turistas. A justificativa é a arrecadação de recursos para mitigar os impactos do turismo sobre o meio ambiente. A medida é válida e necessária, mas deixa uma pergunta no ar:

Por que não criar também uma taxa específica ou destinar parte dessa arrecadação para a contratação de salva-vidas e melhoria da segurança nas praias?

É uma questão de prioridade e responsabilidade pública. A natureza exuberante de Porto Seguro é um dos maiores atrativos da região — mas essa beleza deve vir acompanhada de infraestrutura e segurança, principalmente quando se trata de salvar vidas humanas.

Quantas mortes serão necessárias para mudar?

A morte de Maria Aparecida não pode ser apenas mais uma estatística ou manchete passageira. É hora de repensar políticas públicas, investir em prevenção e garantir que as praias de Porto Seguro sejam não apenas belas, mas também seguras para todos — moradores, turistas, idosos, crianças.

Se queremos manter o turismo como motor da economia local, precisamos tratar nossos visitantes com o mínimo de respeito e proteção. Não se trata de culpar o mar, a vítima ou o acaso — mas sim de cobrar providências de quem tem poder para agir.

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